terça-feira, 31 de agosto de 2010

Torre de Babel flutuante

Navegar é preciso..........

Estou agora rindo de mim mesma.... para começar a escrever esse post, tive que lembrar de vários detalhes de uma planejada e aguardada viagem de navio, em março de 2007. Achei graça porque me lembrei o que me moveu a optar por esse transporte e estilo de viagem. Aproveito para indicar um filme que faz parte da meu Top 10: "Lua de Fel" (Bitter Moon, 1992). Quem já viu, certamente guardou na memória e na pele. É um filme intenso, denso, que trata do relacionamento homem/mulher com seus altos e baixos, suas nuances e borrões. Um filme apoteótico, dirigido por Roman Polanski e estrelado pela exuberante atriz francesa Emmanuelle Seigner (além de Hugh Grant, Peter Coyote e Kristin Scott Thomas).

Afinal o que tem a ver uma coisa com a outra? É que no final do filme há uma cena lindamente dirigida em que a Mimi (Emmanuelle Seigner) dança de forma sedutora num grande evento do navio onde está embarcada.... trajando um belo par de luvas negras e longas. Fetiche ou não, eu queria porque queria estar num navio e ter a chance de desempenhar aquela cena, reproduzida e livremente adaptada por mim, rs, com as tais luvas longas. Foi assim que decidi viajar de navio para Punta del Este e Buenos Aires!

Eu e um grupo de três amigos optamos pela MSC Cruzeiros, pois era a única companhia que disponibilizava na ocasião, uma última saída em março para o tal destino (antes de realizar a travessia e subir para a Europa). Confesso que arrumar a minha bagagem foi algo bastante trabalhoso.... sou exagerada e virginiana com malas.... sempre.... imagina ter que pensar nas produções para a piscina, restaurantes, boates, noite com comandante, jantar de gala, festa à fantasia, desembarques com los hermanos, frio, calor, meia estação e tudo mais. entrei em pânico. Mas consegui me organizar, é claro.

Descobri que muito do glamour em torno de uma viagem de navio está no nosso imaginário. Lá dentro, procurei a informalidade à beira da piscina, trajes bonitos porém confortáveis nos jantares, elegância sem excesso na noite do comandante, e despretensão e leveza ao desembarcar para os passeios em terra. Tudo na medida certa, sem pecar como as argentinas e italianas à bordo, sempre extravagantes e maquiadérrimas, com saltos gigantescos e oscilantes no vai-e-vem das marés. Despojamento e simplicidade é a fórmula certa para um cruzeiro. Você pode estar bárbara (ou fantástico), sem se parecer com uma cantora paraense ou um dançarino latino - quero deixar bemmmm claro que não tenho nada contra, mas nada a favor também. Vi muitos babados enormes, peles (acredite, é sério), rendas em sobreposição (como é possível isso???), bota de montaria com calça branca, cabelos armados com laquê (ou sei lá o que), bocas besuntadas de carmim, olhos a la Amy Winehouse e outras coisas que nem ouso mencionar... melhor deixar esquecido e enterrado, hahahaha.

Lógico que tive meu momento glam. E acho que ninguém entendeu o que se passava comigo. O que importa? Lá estava eu, no meio do oceano, navegando, cercada por estranhos, com minhas longas luvas negras.......... uma noite memorável. Bebi champagne em nome de Emmanuelle Seigner.

Tudo no navio funciona incrivelmente bem. É uma infraestrutura perfeita, administrada com competência. O serviço nas cabines é eficiente, as camareiras atenciosas, os garçons respeitosos, os maitres gentis, enfim.... a tripulação é nota mil. Eles moram no navio por seis meses e ficam ansiosos por atenção e sorrisos. O povo da recreação é com quem de cara travamos contato e fizemos amizade. Mas, depois, havia amigos na cozinha, na casa de máquinas, na recepção, na limpeza e tudo mais.... Lá dentro me senti como uma BBB..... só que seria um Big Brother flutuante, um confinamento refinado e amplo, com gente de todas as partes do mundo. Uma verdadeira Torre de Babel flutuante.

Obviamente há muito excesso. Tem muita cafonice, muitos pecados numa viagem assim. Mas, a dica é ir de coração aberto. Ir para se divertir! Quer coisa melhor do que dar risadas saborosas sem grandes motivos? No navio é assim, a gente ri muito, todo o tempo. É só estar desarmado e bem humorado.

O tal toteiro que escolhemos, Buenos Aires e Punta del Este (às vésperas do navio fazer a travessia), podia ser apelidado de o "Cruzeiro das Múmias". Tinha tanta gente idosa embarcada, que o navio parecia um sarcófago. Acho que as famílias os deixam ali, com os acompanhantes (enfermeiras, geralmente), como se o navio fosse uma casa de repouso de luxo. Tem as refeições todas (cinco por dia), assistência, atividades, muita gente por perto todo o tempo, piano bar, cassino, enfim... acaba sendo muito cômodo. Eu e meus amigos adoramos observar essas coisas e ficávamos ansiosos pela próxima cidade de embarque para ver quem chegaria e incrementaria aquele público tão entusiasmado, rs.

Sei que nos divertimos horrores, fizemos excelentes compras em Buenos Aires, assim como passeios (corridos, acelerados, mas bem legais), pegamos uma ventania em Punta, fizemos boas amizades, voltamos cheios de histórias e lembranças.
Fiquei mareada em terra firme, depois dos 10 dias embarcada........ o retorno à vida real me deixou enjoada. KKKKKKKKK!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Supermercado: a superdica!

Vou compartilhar com você um superdica que, na realidade, é uma supermania que tenho.... pense comigo..... qual seria a melhor maneira de conhecer os hábitos mais particulares de uma população, um segmento, uma comunidade? Esmiuçar seus gostos, padrões, costumes diários, estilo de vida?

É fácil, fácil.

Faça uma agradável visita ao supermercado do local. Rs. Confesso que não me sinto totalmente informada se visito uma cidade e não faço o tour complementar no mercado da região. É ali, em meio à verduras e shampoos, laticínios e desodorantes, que vamos descobrir de fato o potencial da gente que vive naquele lugar.


Sinceramente, é uma mania que tenho há algum tempo. Adoro um supermercado. E olha que nem dona de casa eu sou. Vou como espectadora, como observadora, como curiosa. Visitando as prateleiras e gôndolas é que deciframos os códigos dos habitantes. Seu potencial econômico, hábitos alimentares, sua política preventiva contra doenças, sua higiene, traços culturais e até mesmo seu possível refinamento. Quanto mais rico o país, maior a oferta de utilitários, de remédios preventivos (tipo cálcio, protetor solar e polivitamínicos a baixo custo, por exemplo), produtos de decoração e perfumaria, carnes extravagantes, grifes importadas de chocolates finérrimos, legumes delicadíssimos, verduras raras e frutas exóticas, artigos de papelaria adoráveis, itens de higiene e maquiagem irresistíveis.

Faça a sua excursão pelos supermercados da vida e do mundo e descubra o prazer em desvendar as particularidades da gente que você está conhecendo tão de pertinho. É uma dica valiosa, tenha a certeza. A gente passa a ver tudo sob uma nova ótica.


OBS.: As fotos são meramente ilustrativas, para dar uma temperada extra no texto.... rs. Eu as fiz numa viagem de navio para Punta del Este e Buenos Aires, pela MSC Cruzeiros (post sendo elaborado para breve, não perca).



segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Louvre e D'Orsay

Visitar o Museu do Louvre é algo que requer treinamento físico, disposição, algum conhecimento de história e de arte, coração forte e olhos atentos. Ao chegar no pátio externo, a visão já é incrível. Para alguns a Pirâmide do Louvre é "uma cicatriz na cidade". De fato a obra destoa de tudo que há ao seu redor. Mas será que não é exatamente isso que a deixa tão interessante? A proposta do inusitado, o desconforto e a fuga do lugar comum? Bem, eu considero instigante. A visão noturna é esplêndida.... a pirâmide toda iluminada (quando estive lá, era tudo azul por conta do aniversário da Queda da Bastilha, 14 de julho), inclusive a Torre Eiffel. É muito bacana estar ali, caminhar, observar as pessoas e seus comportamentos, os olhares, a admiração.... não há quem não se renda ao glamour parisiense..rs.



O pátio externo do Louvre tem proporções incríveis. O castelo que abriga o museu por si já é uma obra de arte. Altivo, imponente, grandioso... ah..... o Velho Mundo é algo que me sensibiliza e seduz por completo. Só de caminhar por ali, já me sentia plenamente realizada. Voltei e disse aos meus amigos que adoraria passar o resto dos meus dias naquela cidade, desfrutando de todo aquele encantamento. Caminhar pelo Louvre é uma tarefa e tanto. Os corredores estão sempre abarrotados de gente de todos os cantos do mundo, os guias falam alto nos idiomas mais variados, fica a maior confusão. Em frente às obras mais concorridas (como exemplo a Mona Lisa de Leonardo Da Vinci) exposta num salão enorme dentro de uma redoma com grande aparato de segurança, tão frágil, delicada e pequenina, fica um verdadeiro oba-oba. Mona Lisa ali, detrás de sua redoma, parece assistir a tudo com certa inquietude, mas com seu leve sorriso debochado e discreto, ela certamente curte ser tão disputada..... Anos e anos, séculos e séculos, e ela continua despertando a comoção, curiosidade e interesse dos homens.



E segui avançando pelos corredores imensos, olhando muitas vezes para o teto, portais, janelas, esculturas dos jardins e pátios internos, cortinas, pisos, igualmente embevecida, tamanha suntuosidade e riqueza. O Louvre é um templo das artes, do bom gosto, da história universal. Suas galerias quase infinitas nos proporcionam uma imersão na cultura dos séculos passados. É impossível ver tudo em uma só visita. Nos subsolos, dizem, há mais obras guardadas em seu acervo do que a quantidade que fica exposta ao público. Imagina isso. Depois, tem as lojinhas com produtos da grife Louvre (até hoje me arrependo de não ter trazido o guarda-chuva da Mona Lisa, um espetáculo de lindo), tem as cafeterias e lanchonetes charmosérrimas, tudo de bom!!!



Saindo do Louvre, atravessando o Rio Sena, há o Museu D'Orsay - o complemento do acervo, com os pintores que representam as escolas de arte mais recentes que não couberam no Louvre. Gente.... sem palavras...... sou uma apaixonada por história da arte, não uma especialista, mas uma grande admiradora..... amo - simplesmente - Renoir e Monet. Quando entrei no D'Orsay, nem de longe poderia supor o que eu experimentaria por lá. Perdi o chão, faltou o ar, o coração quase parou de fato, quando me vi cercada por todas as telas originais de Claude Monet, todas aquelas que sempre estudei, pesquisei e absorvi com suas nuances, sutilezas, matizes e inspirações............... foi de arrepiar. A sensação era de que, pela primeira vez, eu podia perceber o Sagrado. Materializado, palpável e imortalizado ali naquela sala nas telas de Monet. Percebi de verdade que a Arte é a conexão direta com o Divino. Emocionada, nem me dei conta de que meu rosto estava lavado de lágrimas... Só percebi depois que os turistas ao redor me olhavam sem parar, rssssss. Saquei os óculos escuros, claro. Porque aquele momento era só meu, único, avassalador e merecia ser vivido em toda a sua plenitude. Nada na vida me tomou de forma tão intensa quanto o que senti naquela sala. Disso tenho certeza.

Avancei, depois de me recuperar de tanta emoção, para a sala de Renoir logo na sequência. Êxtase, parte 2. O que dizer, o que relatar? Estavam lá, nas paredes daquele templo ao divino, tudo que mais aprecio na vida. Minhas telas favoritas todas reunidas, em tamanho natural, com a explosão de cores e expressões que Renoir sempre registrou com tanta perfeição. Meu Deus!!! Como é bom ter bagagem e vivência para poder usufruir por completo daqueles museus. Que presente especial. O que tenho a dizer é que não deixem de ir ao Museu D'Orsay, depois da visita ao Louvre, para complementar a saga cultural. Sem a ida ao D'Orsay, a visita a Paris não é a mesma.

Como havia citado antes, minha principal descoberta:
Arte é a conexão direta com o Sagrado.

Paris.... Oh la la!!!

Ah, Paris...... inúmeros suspiros e inspirações. Que cidade apaixonante! Respira-se arte, sedução, cinema, fotografia, sentimentos por toda a parte. Ao primeiro olhar, paixão. Ao segundo... amor eterno. A elegância não está presente somente em sua arquitetura; sua gente que caminha pelas ruas é linda, altiva, sofisticada. O povo se veste com despretensão, mas tudo fica charmoso. Os lenços, echarpes, boinas, chapéus... todos esse acessórios parecem ter sido criados para eles. Deslizam pelas calçadas, cafés, boulangeries e patisseries como se nem tocassem o chão. Belos, belíssimos. E como se não bastasse, como cenário se vê tudo aquilo que tão bem conhecemos e reconhecemos dos filmes de arte e outros tantos imortalizados na história do cinema.


Indescritível a emoção de chegar à cidade, desembarcar e pegar o transporte até o hotel... no caminho, cheguei às margens do Rio Sena e avistei ao longe a magnífica Torre Eiffel. Meu coração mal cabia dentro do peito. Rs. Conforme íamos nos aproximando, mais agitada eu ficava, ansiosa para estar lá. No hotel, me livrei rapidamente das malas e fui em direção ao monumento, à pé (o hotel era ao lado do Hilton), quase ao lado da Torre. Quando cheguei aos pés dela, olhei para cima e me vi inteiramente envolta quase perdi o ar. Ao redor, sotaques, etnias, credos, idiomas de toda a parte do mundo. Ali não há diferenças, não há disputas, não há poder. Todos reunidos e sintonizados na mesma coisa.... delirantes e apaixonados, embevecidos e orgulhosos de si mesmos. A maior concentração de raças que já presenciei na vida. E a paz, absoluta, imperando sob aquelas vigas gigantescas. Lindo e utópico.


Estive lá no verão de 2008, imensas turbinas posicionadas nos quatro cantos da Torre ventilavam e borrifavam gotículas de água no público - refrescante e suave.

Em Paris, fiz os programas turísticos de primeira viagem: visitas aos museus (vou falar sobre isso em um post especial), noite de espetáculo no Lido, jantar de gala, passeio fluvial num legítimo Bateaux Mouches, caminhada na Champs Elysees coroada pelo Arco do Triunfo e suas imensas lojas de grife, visita noturna à Torre, visitas ao castelos do Vale do Rio Loire (Château de Chambord e Château de Chenonceau, também conhecido como Castelo das Sete Damas, onde Catarina de Médicis viveu por anos e anos) compras nas Galerias Lafayette (a maior e mais elegante multimarcas de grifes que existe) e ainda sobrou tempo para aproveitar a megaliquidação da estação deles. Fiz compras ótimas (incluindo Sephora e maquiagens ideiais para o nosso clima tropical, já que lá era pleno verão). Uma delícia!

Culinária elaborada, temperada, sofisticada. Iguarias servidas com charme - até o manuseio do pão é interessante de se observar, sempre conduzido e deliciado sem cerimônias, com as mãos. O francês tem sempre seu farnel à mão, e pode se sentar às margens do Sena, nos lindos jardins do Champ de Mars ou nos pátios do Louvre para degustação. Curioso e bom de ver.

Outra coisa bacanérrima são as bicicletas alugadas. Há pontos fixos em esquinas e uma máquina onde se passa o cartão de crédito. Aí é só pegar a bicicleta e sair pedalando pelas ruas, curtindo cada minutinho daquele ar parisiense que tanto bem faz........... puro encanto, puro charme. Deleite e êxtase. Que cidade encantadora e apaixonante....



Oh la la, Paris!!!




Nas fotos, um pouquinho da minha alegria e deslumbramento, rs, sem deixar de lado as composições incríveis. Cenários, jardins, iluminação especial da Torre Eiffel para o 14 de julho e tudo mais.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Nadando com golfinhos

Um dos maiores sonhos que eu tinha era mergulhar com golfinhos... via na TV, nos filmes e ficava babando de vontade. Fiz minha viagem para Cancún e lá tive 2 ótimas chances de concretizar o sonho lindo. A primeira vez foi em Isla Mujeres, que é um parque situado numa ilha, com os mais variados serviços à disposição dos turistas, paisagens incríveis (como uma piscina num deck em cima do mar caribenho, nas fotos dá para confundir onde começa e termina a água do mar e da piscina, um show - ver foto ao lado, by Sérgio Rodrigues) e um tanque enorme de treinamento de golfinhos - demarcado no mar. Os treinadores são bastante competentes e - ao meu ver - carinhosos com os animais. Paga-se algo em torno de 120 doletas para ficar uma hora com eles, fazendo acrobacias, tirando fotos (há uma equipe de plantão que negocia à parte o pacote de fotos e filmagem) e interagindo com os inteligentes golfinhos.

O contato é único, emocionante. Fiquei realmente comovida. Não há o que temer, é muito seguro e tranquilo. Há manobras mais radicais, mas a pessoa tem a opção de escolher o que quer ou não fazer. Em Isla Mujeres, o meu grupo desenvolveu cinco movimentos básicos com eles, seguindo as orientações dos treinadores. Somos nós mesmos que realizamos os comandos e é impressionante ser atendido prontamente. Eles parecem se divertir todo o tempo. Eu realizei todas as manobras e curti cada minutinho. Só não indico e aprovo inteiramente o mergulho em Isla Mujeres porque o trabalho de cobertura fotográfica deixou muito a desejar..... Sou fotógrafa, mas costumo ser bem flexível. Não exijo dos outros o que exijo de mim mesma. Mas, o material que me apresentaram no final do passeio foi bem decepcionante. Imagens distorcidas, produzidas sem nenhum cuidado, apenas um clique de cada manobra por pessoa, sem a opção de se escolher uma imagem melhor..... isso não existe num trabalho fotográfico profissional e de qualidade. O mínimo são 2 ou 3 cliques por situação. Assim se garante o bom resultado do produto final. Resumindo: fiquei sem o registro do mergulho em Isla Mujeres porque me recusei a pagar 140 doletas por um trabalho medíocre e mal-concebido.

Para acabar de vez com a péssima impressão, realizei um segundo mergulho com golfinhos. Só que dessa vez no parque aquático Xel-Ha. Lá, fiz questão de relatar o ocorrido em Isla Mujeres. As pessoas me pareceram mais atenciosas e preocupadas em atender bem. De pronto se comprometeram em me apresentar um excelente trabalho fotográfico, com garantias e tudo mais. Se bem me lembro, acho que até consegui um desconto no pacote (Dvd + fotos). Aí, tudo aconteceu.... a magia, a alegria, a emoção... tudo de novo. Só que mais intimista, personalizado. Foi lindo, incrível mesmo. A cobertura fotográfica me surpreendeu. Tive zilhões de opções, cliques inacreditáveis, uma infinidade de fotos de todos os ângulos possíveis. Um trabalho fantástico e aprovadíssimo! Fui embora com o coração radiante e a lembrança eterna daquele momento de realização.




Homem=cachorro ou gatinho

Já que esse aqui é um território livre, vamos debater mais um tema comportamental. Há inúmeros livros, sites e e-mails que nos ensinam (nós, mulheres, Ok?) a decifar os curiosos códigos masculinos. Já vi e ri com as mais loucas definições e classificações das personalidades, totalmente "esteriotipadas", de homens. Mas, meninas, vamos combinar uma coisa: o bicho homem é a criatura mais facilmente decifrável e identificável que existe!!!!
Acompanhe meu raciocínio..... o homem está dividido em apenas dois grupos.
O homem "cachorro" e/ou o homem "gatinho". É fácil de identificar. Vamos lá!

O tipo Gatinho é aquele amoroso, dedicado, preocupado, fofo, cheiroso, bem cuidado, vaidoso, sarado (às vezes), apaixonado, romântico, galanteador, gentil, sensível, tolerante, parceiro, amigo, companheiro..... enfim...... aquele que vc vai passar a vida inteira querendo conhecer e nunca vai encontrar. KKKKKKKKK! É o tipo que existe no imaginário feminino e nos lindos e açucarados filmes hollywodianos. Só lá. Nem adianta vir com choramingos. A realidade é dura, eu sei. Ô, se sei, rs. Se vc esperar o homem gatinho aparecer no seu caminho, amiga, o máximo que vc vai ter ao seu lado é um leal amigo gay. O perfil do homem "gatinho" é tão perfeito que eles acabam debandando de vez para o nosso lado da facção. É fato. É o lado feminino que aflora e traz à tona toda essa beleza e sensibilidade. Daqui para frente, observe com cuidado. Sei que vc vai me entender e vai concluir que estou certa.

Aí, bom...... vamos para o segundo perfil, hahahaha.... o homem "cachorro". Ele é macho e, em algumas situações, machista tb. É mulherengo, sincero demais (nunca pergunte sobre sua roupa, peso ou maquiagem, eu disse jamais!!!), grosseiro, rude, rústico, desajeitado, brucutu, come demais, bebe demais, fala pouco, gesticula muito, no final da relação sempre morde a mão que o alimentou (figurativo, mas válido), espaçoso, caótico, frenético, preconceituoso velado, traidor, sem modos, sem limites, sem muita educação ou refinamento, enfim.... o homem "cachorro" abana o rabinho para qualquer rabo de saia, ataca a dona, morde, ladra muito e ama ficar solto pela rua, sem coleira!!!!! Entendeu?

Cara amiga leitora...... conforme-se e tente se adequar à realidade. Ou vc adota um cachorrinho e fica se matando para domesticá-lo, em vão; ou vc simplesmente se cerca de gatinhos e vive somente afagando os cãezinhos alheios e abandonados pela rua. Rs...... Sei que é polêmico. Sei que é duro. Mas, a realidade é essa, hahahahaha.

Chichen Itzá... templo Maya

A visita ao sítio arqueológico de Chichen-Itzá, em Yucatán/México, é uma viagem no tempo. Um convite para conhecer a genialidade do povo Maya e saber um pouco sobre a cultura e o conhecimento científico e matemático desses incríveis e bravos guerreiros. Para minha sorte, quando estive lá nas ruínas, meu guia era descendente direto e legítimo Maya. Sem brincadeira, isso fez toda a diferença.... o cara narrava as histórias com uma paixão, uma seriedade e uma interpretação que deixavam qualquer um arrepiado. E olha que tem é coisa macabra ali naquele lugar........

Oferendas para que a agricultura fosse próspera, sacríficios humanos em jogos sinistrérrimos (tinha um pátio enorme que remetia àquela competição do filme Harry Potter, com arremesso de bolas... no final descobri que as cabeças dos perdedores é que eram arremessadas, credo!), um jazigo gigante a céu aberto onde as cabeças dos rivais conquistadas em batalhas eram expostas (tudo isso é documentado e gravado nos blocos de rocha que compõem as paredes da tumba), um poço de oferendas onde de um tudo era jogado e afundava (um inglês comprou as terras e colocou um grupo para mergulhar e retirar as riquezas do fundo do poço... pasmem..... ele encontrou o famoso Crânio de Cristal - vide foto - o tal da lenda que é relatada no filme do Indiana Jones, o último da série) e muito mais que não vou citar para não perder a graça, né?
Só para vc ter ideia do lugar, é lá que fica a tal da pirâmide Kukulcan (a cobra com asas) que segundo o calendário Maya conta os dias para o fim dos tempos, em 2012 (quem viu o filme 2012, sabe da história toda). Enfim.... o lugar é sinistro, histórico e impressionante. Para quem ama arquitetura, arqueologia e história, o lugar é sensacional. Para quem é curioso, curte fotografia e quer ficar instigado, tb é um prato cheio.

Eu ainda fiz umas compretes ótimas por lá. Simmmm, no final da visita a gente tem tempo de sobra para adquirir artesanato local, joias de excelente qualidade em prata (negocie sempre o preço) e roupas mexicanas bordadas!!!!!

Cenote em IK-KIL/México

Uma das belas surpresas que a viagem ao México me proporcionou foi a visita ao Cenote de IK-KIL, a caminho de Chichen-Itzá. Seguimos de ônibus turístico para Yucatán e, depois de conhecer plantações de agave azul (planta que destilada gera a tequila), paramos no esplêndido parque eco-arqueológico de IK-KIL. Meu coração nem cabia no peito, já que o mergulho no cenote era o momento mais aguardado no roteiro de férias. Caminhei pelo bosque lentamente, deixei que os grupos de turistas se afastassem porque queria que a minha experiência fosse verdadeiramente saboreada.
Fui avançando pela vegetação e comecei a escutar o barulho de água, a sentir um cheiro puro, de natureza, de mato, de terra molhada... podia perceber o frescor no meu rosto. Logo avistei o poço, recortado na mata, gigantesco e majestoso. No entorno, árvores antigas com parte das raízes aparentes tombando num mergulho profundo até tocar a água do cenote, lá em baixo.

A explicação para a formação dos cenotes é a seguinte: a água da chuva desce pelo solo rochoso (calcário) e é armazenada em rios subterrâneos que cortam toda a península mexicana. Os cenotes são poços naturais em meio à vegetação, com água azul, cristalina e muitos peixes.... só vendo para crer. É muito impressionante. Para mim, um dos pontos altos dessa viagem, sem dúvida alguma!

Vá preparado para o mergulho. Lá no parque há toalhas e equipamentos de segurança (coletes) que podem ser alugados a preço bem acessível.


Se bem me lembro, os coletes são gratuitos. Uma dica importante: se vc não é um exímio nadador, não se arrisque! A água da chuva é densa, bemmmmm pesada e se faz um esforço tremendo para não afundar.
O poço é muito fundo, nem tenho ideia de quantos metros, mas sei que é muita coisa! Rs. Fiz um bom exercício aeróbico por lá, hahahaha, não quis o colete me amarrando, queria a sensação do contato com aquela água por inteiro, ao natural. Daí, o esforço foi grande pq a impressão que se tem é de que o tempo todo a gente é puxado para baixo. Mas, olha...... que sensação única!!!!!! Se vc for até lá, não deixe de mergulhar, não deixe que seu passeio fique incompleto. Estou certa de que se vc deixar de "se jogar" - literalmente - no cenote, vai ficar remoendo arrependimento para o resto da viagem. É sério.
Bom, o guia me disse que quem mergulha no cenote rejuvenesce uns 10 anos...... para não ter dúvida e me garantir, me arremessei lá duas vezes, kkkkkkkkk!!!!!! A temperatura da água é ótima, quando estive lá (março/2010) estava muito agradável. Tem um pier em madeira bem rústica que serve como uma plataforma de acesso ao poço. É bem alto, por isso não há exagero quando eu digo que a gente se joga lá dentro, rs. Há duas escadas feitas com troncos de árvores que permitem a saída segura de lá. Postei aqui umas imagens para que vcs entendam como funciona. Tem foto da escada esculpida no calcário, que descemos até o poço. É lindo!


Mais lindo ainda foi ver minha foto depois da aventura. Constatei que faltava pouco para que eu iluminasse tudo por ali, rs.

A impressão que eu tinha, fisicamente, depois do mergulho, era de que eu tinha me desintoxicado de tudo, me renovado de verdade, e que podia até emanar luz.

Pode parecer piegas, não me importo. Foi exatamente o que experimentei.
Por isso minha recomendação mais que expressa para que no futuro vc tb realize essa mágica experiência.

Enjoy it!!!!!!!!!



quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Americanos x japoneses

Vamos combinar, gente...... se tiver uma votação do turista mais mal-educado do mundo, vai dar empate técnico entre os nipônicos e os americanos, né?

Os japas se valem daquele idioma indecifrável para ficar com aquela carinha de paisagem todo tempo. Se estão com raiva, com dor ou felizes, nunca saberemos. Eles invadem os locais com seus equipamentos mega ultra super de última geração e querem fotografar e filmar até os mosquitos. Na Europa vivi uma experiência única com um grupo de nipônicos... visitei um local onde está sepultada toda a dinastia dos reis e rainhas da Espanha, e, junto com a realeza, alguns heróis de guerra tb estão sepultados por lá. Um lugar sagrado, que impõe respeito, com todas aquelas tumbas gigantescas trabalhadas em mármore e toda a história impregnada naquelas paredes gélidas.
Pois bem.... tudo estava perfeito. Um ambiente silencioso, o guia contando fantásticos relatos históricos, casos de heroísmo, ganância, amor não-correspondido e tudo mais. Todos inseridos naquela atmosfera sombria, instigante e incomum. Até que........ os japoneses invadem o recinto, com suas câmeras e gritaria, como um bando em frenesi, fissurados sabe-se lá em que, rompendo a magia e interrompendo o silêncio, o respeito, a magnitude daquele templo. Affffffffff....... ninguém merece.
Os seguranças até que tentam coibir a ação vertiginosa, mas eles se fazem memso é de desentendidos e deixam os dedos frenéticos disparando os flashes sem parar. Affffffffffffffffffffffffffffffff!!!!! Troféu Abacaxi Podre para eles todos.

Já lá no México, o que se vê em toda parte é americano que derrapou na curva e exagerou (e muito) na tequila, na cerveja, nos destilados e em tudo que tiver cheiro de álcool. Os caras fazem de Cancún o balneário de fim de semana, como se apenas fossem para a Região dos Lagos aqui no Rio. São deselegantes com os anfitriões (mexicanos), que são tratados todo o tempo como subalternos, não sabem beber e cismam de nos revereciar com exibições patéticas em locais públicos. Tipo: striptease em boates, subir na mesa de restaurantes aos berros para rebolar (os homens principalmente), vomitar nos transportes coletivos, esbarrar nos outros sempre e agir como "homem das cavernas"......... Ridículo e incoveniente é pouco. Trófeu Melancia Estragada e Bichada para os americanos!

Taí uma questão interessante.... descobrir qual é, de fato e por direito, o turista mais deselegante e mal-educado do mundo. Aguardo opiniões!!!!!! Hahahhaha.

Cancún..........parte 1

Para dar início a esse blog com estilo, vou relatar e dar dicas sobre minha deliciosa viagem que aconteceu esse ano (2010), em março, com destino ao Caribe: Cancún/México. Sou assalariada, certamente como vc que está me lendo agora, e planejo minhas viagens com toda atenção e cuidados de quem não tem o hábito de sair do país a todo instante. Depois de fechar a cotação e pagar o pacote, o segundo passo foi providenciar o visto no Consulado Mexicano. Relax, amigos. O esquema é tranquilão e ninguém fica aterrorizando ou indagando a gente como no Consulado Americano. Lá é tudo bem fácil, ágil e sossegado. Apresentei a documentação exigida, paguei a taxa (um pouco mais de 50 reais) e enfrentei uma pequena fila. Depois de uns dias, coisa de uma semanete, o passaporte estava lindo e liberado.

Voei com a Copa Airlines e o serviço foi bem razoável. Os comissários são atenciosos (!!!) e até simpáticos, hahahaha. Para meu deleite, a conexão foi no Panamá!!!!!!!! Para quem não sabe lá é o MAIOR e mais completo Duty Free do mundoooo!!!!! Vcs não estão entendendo...... simplesmente magnífico! Se você é um consumidor voraz e surtado como eu, prepare o coração. Só para ter uma ideia, tive que comprar uma mala extra e despachar lá da conexão, kkkkkkk. Minha nossa! Na ida, a parada lá foi curtinha, só dei uma volta para me ambientar e saber o que eu ia fazer no vôo de volta ao Brasil. Afinal, eu teria mais de 4 horas para compretes - nada básicas - naquele aeroporto "sonho de consumo" turbinado.
Cheguei no México à noite e fui surpreendida por uma revista um tanto exagerada e primitiva nas bagagens... os policiais cercaram nossas malas desembarcadas do lado de fora da esteira do aeroporto com cães farejadores! Nunca tinha visto algo parecido. Achei surreal. Mas, enfim.... enquanto turista há de se respeitar as normas locais e tentar compreender a estratégia.
Fiquei hospedada no Flamingo Cancún Resort (consulte http://www.flamingocancun.com/) e passei a primeira noite num quarto com vistaaaa......... para a rua de restaurantes (!?). Lógico que no dia seguinte fui me informar na recepção e descobri que por mais umas doletas poderia migrar para um quarto com vista para o esplêndido mar caribenho. Ufa! Não me fiz de rogada e taí, na foto, todo a explosão de tons de azul que aquele mar nos proporciona. Que presente! Que natureza exuberante! Sem palavras para descrever a emoção ao me deparar com tamanha beleza e perfeição. Uauauauau..... minhas borboletas voando no Caribe......
O que tenho a registrar é básico: de tudo que já presenciei, vivi e experimentei, posso afirmar com toda certeza de que não há natureza mais perfeita do que a vi por lá. Os cenários são rigorosamente paradisíacos, com suas cores e luzes harmonizadas, como uma tela sem um borrão, sempre perfeita. O dia é intensamente aproveitado, com inúmeras sugestões de passeios, parques, sítios arqueológicos (do povo Maia), roteiros a serem explorados e apreciados com afinco, artesanatos ricos e lindamente coloridos, povo hospitaleiro e acolhedor, culinária saborosa e aromática. Como se não bastasse tudo a ser aproveitado durante o dia, Cancún ainda oferece uma noite bombadérrima, superanimada, eclética, antenadíssima com as tendências, engraçada (sem bom humor não se vive levemente), com opções de espetáculos e restaurantes, bares e boates, pegação e azaração, diversão e ferveção. Tudo ao mesmo tempo, agora!
Sem dúvida, um belo lugar que deve integrar seus planos de viagem. Recomendo, assino embaixo e volto lá assim que tiver chance! Se jogueeeeee, sem medo de ser muito feliz!



 
Vou postar aos poucos meus comentários e observações sobre os passeios que fiz, pq tem coisas imperdíveis e não podem ficar de fora do seu roteiro, Ok?