quarta-feira, 13 de julho de 2011

Montmartre e Sacré-Coeur

O que foi prometido, jamais será esquecido aqui no nosso blog cheiroso e glamouroso. Vamos tratando de bater a poeira, sacudir os ombros, jogar o cabelão (no meu caso, claro, rs) e arregaçar as manguinhas congeladas há tanto tempo. Abri um intervalo longo nas atividades e postagens, mas estou de volta! Vitaminada, sacudida, loira, feliz e radiante (autoconfiança é tudo, meu bem).

Nada melhor do que aproveitar o "gancho" do último post e recomeçar o trabalho de onde parei: em Paris, no delicioso bairro de Montmartre. Vamos dar um pulinho lá agora? Que tal???


Chegar nesse bairro é muito fácil, aliás.... se locomover em Paris é uma maravilha. O metrô te leva a todos os lugares. Difícil é você decifrar a malha, os códigos, as linhas, baldiações e direções. mas, tudo se supera com boa vontade e excelente humor. Chegando em Montmartre, a gente caminha por umas ruas muito charmosas, com comércio bem diferenciado até encontrar a pracinha de onde sai o "bonde" para a Basílica de Sacré-Coeur (do Sagrado Coração, traduzindo para o nosso querido idioma).

No caminho, inclusive, achei uma loja incrível com produtos infantis que tinha de um TUDO do Pequeno Príncipe ("Le petit prince", do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry). Parada obrigatória, ao menos para mim, que sou fanática pelo livro desde a infância. Então, vamos em frente.

Assim que se chega na pracinha, a vida fica mais borbulhante: há música, carrossel, brinquedos, árvores centenárias, muuuuita gente e vasto comércio. Uma ferveção só! Depois dos primeiros minutos de êxtase, compre seu bilhetinho para subir até o ponto mais alto do monte Martre (a escadaria é belíssima, se você é atleta, encare-a, tem foto aqui em cima). Eu preferi o bondinho porque achei mais típico, turístico e cômodo também, é lógico.

Lembra um pouco aquele nosso do Pão de Açúcar, em proporções menores e rente ao chão. Ihhhhh... acho que a comparação não foi mesmo feliz, rssss. A subida é bem rápida. Quando a gente desce do transporte dá de cara com um mundo de gente, como se fossem peregrinos, em romaria até a Basílica. A escadaria parece refletir a luz do sol, assim como as cúpulas majestosas da Sacré-Coeur.

Tudo vira poesia. O homem posando de estátua viva, coberto por um tom bronze, cumprimentando a turista. O buldog sisudo andando em meio ao mar de pessoas, observando tudo. Os desenhistas/artistas com seus croquis e pincéis oferecendo um retrato seu produzido na hora.
O mármore travertino (extraído da região de Seine-et-Marne) emanando luz e complacência com tudo isso acontecendo aos seus pés, lá do alto do templo católico, com todo o seu esplendor branco. Poesia...... A tal pedra dispersa cálcio, o que garante a cor branca da Basílica mesmo com as chuvas e a poluição (genial).

O mosaico no ápice, chamado Cristo em majestade, é um dos maiores do mundo. A gente fica bem pequenino diante de tanto esplendor. Haja fôlego! Obviamente, câmeras e outros aparelhos eletrônicos são proibidos no interior da Basílica. A intrépida
 jornalista que vos escreve fez uma estripulia e conseguiu registrar
(sem flash) uns detalhes para postar no blog, como você pode
observar..... Deus perdoa, né? É algo que merece - e muito - ser
compartilhado.
A basílica também possui um jardim para meditação, com uma fonte. E o topo é aberto aos turistas e reserva uma vista espetacular da cidade de Paris.  Resumindo, Montmartre é um lugar que merece ser visitado, seja pelos lindos motivos que citei na postagem anterior, seja para conhecer a Basílica do Sagrado Coração.

Au revoir, mon cher!!!!